Junho 5, 2007 às 11:56 am · Arquivada em Jornaleiros
“Resin entregava donativos em notas” – Compreende-se. Em moedas pesava muito no bolso da “Fátinha” e depois era mais difícil correr até ao aeroporto. Além disso, no Brasil, a moeda desvaloriza rápido. Se calhar as notas não…
Junho 5, 2007 às 11:41 am · Arquivada em Podia Repetir?
Está a decorrer o processo do “Serial Killer” de Santa Comba Dão, António Costa, no tribunal da Figueira da Foz.
Ontem, à entrada para o edifício, foi brindado com apupos pelas centenas de pessoas atrasadas mentais àvidas por justiça popular. Ouviram-se uns “Assassino”, uns “Cobarde” e uns “Mentiroso”, entremeados com uns “Deviam era soltar-te ali na praça de touros e deixarem-te à nossa mercê, que a gente dizia-te como era”!
Até aqui, menos mal. Compreendo a ânsia de justiça pelos crimes hediondos que, hipoteticamente, terá cometido. Compreendo a vontade de castigar o presumível homicida (se bem que é muito ridículo, clamar justiça através da aplicação de uma mais que provável pena de morte o que, aos olhos da lei, os tornaria tão homicidas como o homicida. A propagar-se desta forma, cedo não teríamos muita gente a habitar este país. Era uma escalada de castigos e mortes atrás de castigos e mortes).
Adiante…
O que eu não compreendo foram os contantes apupos de “Manchaste o nome de Santa Comba Dão!” …
Junho 5, 2007 às 12:17 am · Arquivada em Irritações
A ANMP tem razão quando pede o alargamento da medida a todos os detentores de cargos públicos. Msmo tendo em conta casos como o de Felgueiras, Gondomar, Oeiras e Lisboa, entre outros, é discriminatório se a medida só for aplicada a autarcas.
Perde a razão quando afirma que coloca em causa o princípio da presunção de inocência. É um quid pro quo entre política e justiça: se a ANMP não confia na suspensão de mandatos como ferramenta de dissuasão, como podemos nós confiar que um autarca não irá desfazer-se de provas incriminatórias no decorrer de um processo pelo simples facto de se encontrar em posição para o fazer?
A ANMP tem de se lembrar de que existem milhares de presos preventivos cuja culpa não foi provada (e que muitas vezes são inocentes!), e cuja liberdade foi negada, mesmo tendo em conta a presunção de inocência. A ANMP tem de se lembrar que, num país civilizado (que o nosso não é…) nenhum político arguido num processo deveria poder candidatar-se a um cargo público, muito menos ser eleito ( não está em causa a vontade do Povo, está em causa a base da Lei!) .
É uma medida acertada, porque coloca, nem que seja no plano teórico, os autarcas ao nível da população geral. Porque pode acabar com a teoria de que, abaixo de 1000 euros é roubo, acima de 10000 é desvio de fundos para um saco azul, fuga para o Brasil e retorno para o lugar onde, presumivelmente, se cometeu o crime…
Se o estenderem a todos os dedicados servidores públicos (deputados, membros do Governo e Primeiro-Ministro incluídos) estarão a dar um gigantesco passo em direcção à igualdade de Justiça.
Até lá, Portugal é um país corrupto, dirigido por corruptos, escondidos numa teia de leis que eles próprios fizeram para que nada lhes aconteça.
Está na altura de mudar. Haverá coragem para o fazer?
Junho 5, 2007 às 12:04 am · Arquivada em Irritações
Ouvi dizer, pois que parece, mas ainda não há certeza, de que é preciso ser Engenheiro Civil para se poder candidatar…
Pelo sim, pelo não, os regulamentos não contemplam tradução para Inglês Técnico… não vá o Diabo tecê-las…
(A vantagem de não se ser Funcionário Público é poder mandar piadas sobre o nosso “primeiro” pois mesmo que nos chibem, os processos disciplinares não funcionam…)