Ontem, à entrada para o edifício, foi brindado com apupos pelas centenas de pessoas atrasadas mentais àvidas por justiça popular. Ouviram-se uns “Assassino”, uns “Cobarde” e uns “Mentiroso”, entremeados com uns “Deviam era soltar-te ali na praça de touros e deixarem-te à nossa mercê, que a gente dizia-te como era”!
Até aqui, menos mal. Compreendo a ânsia de justiça pelos crimes hediondos que, hipoteticamente, terá cometido. Compreendo a vontade de castigar o presumível homicida (se bem que é muito ridículo, clamar justiça através da aplicação de uma mais que provável pena de morte o que, aos olhos da lei, os tornaria tão homicidas como o homicida. A propagar-se desta forma, cedo não teríamos muita gente a habitar este país. Era uma escalada de castigos e mortes atrás de castigos e mortes).


De aqui a 50 anos também lhe farão um museu? Tipo o Museu do Assassino Mais Famoso Cá da Terra?