2007 foi, para mim, um ano atípico. Comecei o ano no desemprego, mas rapidamente a política de formação profissional fez de mim menos um número no índice. Claro está que no início de 2008, volto a ficar sem emprego, mas também fora do índice. Contas à moda de Lisboa. Assim o Governo pode dizer que a taxa de desemprego está é a diminuir.
Desde esse momento, foi mais fácil para mim “trabalhar” o meu blogue. Apliquei os conhecimentos que fui adquirindo no curso de Técnico de Programação na Web ao “Vida Irritante”, fazendo várias experiências ao nível dos templates, até chegar a este.
Os meses mais quentes acordaram velhos fantasmas. Yashmeen voltava a entrar em contacto, após mais de 7 anos de afastamento, devido, entre outras coisas, a influência de terceiros e a renitências de ambas as partes em dar o primeiro passo (que é como quem diz: somos ambos teimosos como mulas, orgulhosos até dizer chega e é nessa e noutras semelhanças de personalidade que se encontra a base de uma verdadeira amizade que o tempo quase apagava e que o destino reacendeu…).
Ainda hoje estamos a dar passinhos de bebé nessa aproximação, mas a maturidade adquirida ao longo dos anos permite-nos impedir influências alheias…
Agosto e Setembro marcaram, também, aquela que será, porventura, a maior aventura em que embarquei nestes 30 anos comemorados nos idos do Boedromion grego: mudei de casa e de vida. Passei da devassidão de solteiro para o terno conforto da vida de “quase-casado”, como lhe chamaram os meus amigos. Ainda por cima, a notícia foi dada no dia da boda de um dos meus melhores amigos, pelo que a felicidade foi redobrada…
O final de Setembro e o início de Outubro marcam o “Vida Irritante”. Farto de problemas, dificuldade e de lentidão da plataforma Blogger em aceitar as alterações que eu procedia no código HTML e na CSS do meu template, uma curta pesquisa trouxe-me ao universo WordPress, para onde transferi o blogue com a (in)devida pompa e circunstância num post de 10 de Outubro.
Com esta mudança, iniciei um novo ciclo na blogosfera. Prestes a completar o seu quarto aniversário (21.01.2008), o “Vida Irritante” foge ao tom mais popular que lhe granjeou a sua (in)significante presença na blogosfera, e opta por, basicamente, falar de tudo um pouco, da música à política, dos acontecimentos mais marcantes aos menos marcantes, pautando sempre a sua conduta pelo tom jocoso (ao jeito de cartaz de centro de saúde…) e pela boa (in)disposição com que certos e determinados assuntos (que é como que diz, todos) são tratados.
2007 foi, também ano de descobertas e redescobertas na blogosfera. Ao contrário do status quo que impera, o Vida Irritante não lista os blogues porque sim. Nunca os listou. Nunca os listará dessa forma. Não é possível encontrar no blogroll um único blogue que eu não viste frequentemente. Tanto assim é que até se pode encontrar um “semi-cerrado” mas que eu espero que, mais tarde ou mais cedo reapareça.
As visitas mais ou menos frequentes criam laços de entendimento e, em alguns casos, de amizade. Acontece com os blogues dos amigos mais próximos (Loucuras nas Estradas Portuguesas, Estórias , A Extraordinária Saga de um Homem, Entre Dois Mundos, Caducidade Ideológica, Pragas e Hipocrisias), mas também daqueles que, nunca estando fisicamente na nossa presença, partilham sentimentos (Alien’s Corner) e potenciais de vida (O Criminoso) connosco, abrindo as suas almas e os seus corações, debitando a prosápia própria da experiência (The Old Man),ou simplesmente fazendo uma análise (im)parcial da vida da sociedade ou da forma muitas vezes estúpida como o Jesualdo faz jogar a equipa do coração (Carambas).
Mas há, de facto, blogues aos quais não podemos fugir. Atrever-me-ei a dizer que têm mel. Ou quase.
Seja pela vertente ideológica (Arrastão e Zero de Conduta), pela vertente profissional (Mas Certamente que Sim! e Marketing de Busca), pela forma de exporem as suas ideias (O País do Burro), pela partilha dos mesmos gostos (Lavandaria) ou pela defesa de uma região (Bússola), o certo é que há blogues sem os quais não conseguimos passar. Nem que seja para dar uma boa gargalhada (Arioplano, We Have Kaos in The Garden, Oia Bomba, O Vizinho, Biscoito Interrompido), acordar do marasmo intelectual instalado neste país (Obsecado[SIC]) ou simplesmente para desbobinar (Desculpe qualquer coisinha, A Cidade Surpreendente, Não há Porto sem Dor).
2007 foi, de facto, um ano atípico. Não só mantive o Vida Irritante, como ainda me aventurei na concepção e design de blogs (Season One e Unforgivable Treason) e de páginas web (Transiberia.org).
2008 vai ser, concerteza, um ano de desafios. Vou vencer muitos, vou perder alguns, mas vou, com a ajuda dos meus amigos (blogosféricos incluidos) e da minha companheira, enfrentá-los a todos.
E tentar esquecer que 2007 foi, de facto, um ano atípico.
Um 2008 repleto de energias renovadas para todos os leitores, comentadores, amigos e inimigos do Vida Irritante e/ou do seu autor…
Li cada palavrinha com enorme atenção e a parte que retive e sublinhei foi esta.


Teimosa como uma mula??? Eu??? Que calúnia… Ainda não fiz a minha retrospectiva de 2007, mas estarás certamente lá, porque fizeste parte do lado positivo de um ano que nem sei bem como classificar.
Que 2008 seja o ano da concretização de todos os teus sonhos… com os amigos ao lado e a companheira pela mão!
Abraço