É a dúvida que fica desta notícia da CNN.
Aparentemente, a missão de salvamento de Ingrid Bettencourt tinha membros que usaram emblemas da Cruz Vermelha Internacional para convencer a guerrilha a libertar os prisioneiros, com a justificação que iriam ser transferidos para outro campo da guerrilha com melhores condições de prestação de cuidados básicos de saúde.
A confirmar-se esta história, poderemos estar perante um crime de guerra, por violação da Convenção de Genebra, já que este remete claramente para a proibição de utilização de emblemas que definam organizações humanitárias para propósitos militares. Esta pribição foi feita para garantir a neutralidade da Cruz Vermelha Internacional e das Nações Unidas em caso de conflito, paralelamente ao acesso aos lados em conflito.
A Colómbia, lembre-se, assinou a Convenção de Genebra em 1949.
Este tipo de acções, também usadas pela guerrilha colombiana, colocam em causa a neutralidade e imparcialidade das ONG’s, que poderão começar a ser vistas como inimigos, mais do que “visitantes indesejados”.

