Terminado que está o primeiro de três assaltos do qual o ciclo eleitoral de 2009 é composto, não me revejo neste País, nesta Nação, onde dois terços dos habitantes habilitados para votar e, com isso, decidirem a via e o futuro dessa mesma nação, simplesmente não o faz.
Ontem fui votar pela primeira vez desde que mudei de residência. Perdi 5 minutos entre chegar de carro ao local, dirigir-me à minha secção de voto, cumprir o direito que adquiri muito à custa do esforço e dedicação da geração dos meus pais, e voltar ao veículo.
Com esse gesto, saí satisfeito e orgulhoso comigo mesmo, sentindo o orgulho de todos quantos lutaram para que pudéssemos viver em democracia participativa, para que pudéssemos exercer o nosso direito e o nosso dever de votar.
Com esse gesto, tomei nas minhas mãos uma pequena parte das decisões sobre, para e deste País. Para o bem e para o mal.
Com esse gesto, pressiono moralmente os eleitos a cumprir a vontade dos eleitores.
Com esse gesto, fico moralmente apto a discordar das suas acções e a expressá-lo publicamente e nas urnas.
Aos que não foram votar, não lhes reconheço essa capacidade, nem essa moral, nem sequer a vontade de mudar.
Se não quiseram ser parte da solução, serão parte do problema.


E, no entanto, serão aqueles que não votaram, neste e em outros actos eleitorais, os primeiros a ladrar sobre quem governa ou representa neste país. Cada povo tem o governo que merece…