O que verdadeiramente me irrita

Num país onde ninguém se governa nem quer ser governado…

Da Natureza Eleitoral dos Portugueses

Terminado que está o primeiro de três assaltos do qual o ciclo eleitoral de 2009 é composto, não me revejo neste País, nesta Nação, onde dois terços dos habitantes habilitados para votar e, com isso, decidirem a via e o futuro dessa mesma nação, simplesmente não o faz.

Ontem fui votar pela primeira vez desde que mudei de residência. Perdi 5 minutos entre chegar de carro ao local, dirigir-me à minha secção de voto, cumprir o direito que adquiri muito à custa do esforço e dedicação da geração dos meus pais, e voltar ao veículo.
Com esse gesto, saí satisfeito e orgulhoso comigo mesmo, sentindo o orgulho de todos quantos lutaram para que pudéssemos viver em democracia participativa, para que pudéssemos exercer o nosso direito e o nosso dever de votar.
Com esse gesto, tomei nas minhas mãos uma pequena parte das decisões sobre, para e deste País. Para o bem e para o mal.
Com esse gesto, pressiono moralmente os eleitos a cumprir a vontade dos eleitores.
Com esse gesto, fico moralmente apto a discordar das suas acções e a expressá-lo publicamente e nas urnas.

Aos que não foram votar, não lhes reconheço essa capacidade, nem essa moral, nem sequer a vontade de mudar.
Se não quiseram ser parte da solução, serão parte do problema.

Prato do Dia: Dobrada à Moda do Porto

Dobradinha

Foto Armando França/AP

Portugal na Eurovisão…

… É como o Benfica na Liga: antes de começar tem sempre a melhor equipa. No final é o que se vê…

Ó Vasconcelos, faz lá um filme sobre isto!

Foto Pedro Correia/JN

Sobre Santa Comba Dão…

… apraz-me dizer o seguinte:

Não vejo como polémica ou mesmo um insulto a inauguração de um largo com o nome de Salazar no 25 de Abril. Passa-me ao lado. É um fait-divers ao qual se está a dar a indevida importância.
No entanto, não posso deixar de comentar algumas das barbaridades que por aí se dizem sobre o assunto.
Pergunto: o que é que Salazar tem a ver com o 25 de Abril? Para além de terem trocado o nome da ponte na “Capital da Nação”, não vislumbro mais nenhuma relação. Salazar já era comida de minhoca em 1974. Marcelo Caetano caminhava mais depressa para a Democracia do que para a repressão. Talvez o 25 de Abril tenha sido a antecipação pela força do que poderia ter acontecido naturalmente. Nunca o saberemos e o resto é, como podem ver, especulação. Dizer que o País está melhor do que em 73 por causa do 25 de Abril é afirmar o óbvio. Se não houvesse 25 de Abril o país estaria pior do que em 73? Não acredito. Mas nunca o saberemos e o resto é, lá está, especulação.
E poderíamos especular até à exaustão sobre o assunto: Será que se não houvesse Golpe Militar em 26 teríamos ditadura? Teríamos Salazares, Otelos, MFA’s, Marcelos e muitos outros? Se não houvesse 25 de Abril, teríamos ditadura ainda ou liberdade? Estaríamos melhor ou pior? Repito-o com convicção: Não sabemos. Nunca saberemos.

Temos pois que nos congratular que, em Liberdade, num Estado de Direito, ao vogar da Democracia, somos democráticos o suficiente para aceitar que, no dia em que se comemora a Liberdade, Santa Comba Dão a tenha para inaugurar uma obra municipal. Ao mostrarmos  intolerância não estamos a ser melhores do que os que, todos os dias, desdenham a liberdade que muitos lutaram para conquistar, aspirando a um Estado estrangulador dos nossos direitos.

E se mesmo assim, não concordarem, fiquem com este pensamento: Oh, magnífico paradoxo. Homenagear um ditador em Dia de Liberdade? Salazar deve estar às voltas no túmulo.

Oh, oh, oh e uma garrafa de rum!…

O chefe dos piratas somalis que, numa casca de noz, conseguiram mobilizar uma frota da NATO, ameaçou perseguir os cidadãos americanos que se aventurassem em águas “perigosas”, como retaliação das mortes causadas pela força de intervenção americana aquando do resgate do capitão Richard Philips.

Segundo noticia o Público, não só em águas somalis, mas os Estados Unidos devem preparar-se para uma invasão (a Baía do Hudson que se cuide)…

Ui, querem ver que é desta??

“Governo português promete “acompanhar” luso-chinês condenado à morte na China” – In JN.pt