O que verdadeiramente me irrita

Num país onde ninguém se governa nem quer ser governado…

Unforgivable Treason

Mais do que o nome da banda de amigos onde me insiro, na tradução arravezada significa traição imperdoável. Talvez por isso seja o nome da banda de amigos onde me insiro. Faz sentido. A minha antiga banda chamava-se Love to Hate graças a uma música do mesmo nome com uma dedicatória especial: “Hey, i am no killer, bitch, i´m just living my life running fast. If i was a killer, bitch, you’ve already blasted.” terminando num expoente “This is told from love to hate: Welcome to my reality!”.
A amizade, na sua plenitude, é uma relação baseada na confiança quase cega pelos nossos amigos ou, como diria um velho conhecido na sua melhor forma, “Amigo que é amigo põe a mão no fogo pelo outro, mesmo sabendo que se vai queimar!”. Podendo adquirir variadas formas, desde a mais colorida à mais cinzenta, uma amizade é o percorrer de um caminho em comum com outra pessoa. Tenho-me em conta como uma das pessoas mais afortunadas do Mundo por ter amigos a sério, de confiança, dos que colocam a mão no fogo por mim, dos que me afagam na tristeza e rejubilam na alegria. Dos que me “abrem os olhos à lapada”, mas que me deixam bater com a cabeça nas paredes para aprender. Dos que me ensinam a pescar sem pescarem por mim. Dos que sorriem quando entro na sala e que me fazem sorrir quando os vejo. Dos que me acompanham pela vida e, mesmo até, se tal fosse possível, dos que já ficaram pelo caminho mas ainda espelham nos olhos as recordações de uma amizade tão forte que não pode ser levada pelo vento. Desses, felizmente, tenho alguns, não muitos, que os amigos devem contar-se pelos dedos das mãos, mas os suficientes para me sentir feliz junto a eles. Acima de tudo, sentir-me feliz.
Amizade é também saber perdoar e ser perdoado, proteger e ser protegido, amar e ser amado…
Mas há coisas na vida que não se conseguem perdoar. Shakespeare escreveu: “Errar é humano, perdoar é divino!”. Acredito. Eu não sou divino. Nem sempre consigo perdoar.
E uma das coisas que acho imperdoável é a traição de um amigo. Não pelo resultado da traição em si, mas por ter querido demonstrar que não somos de confiança, mas querem que confiemos, que não sabemos amar, mas querem que amemos. A traição na forma de não nos deixarem aprender com os nosso erros, de não nos deixarem bater com a cabeça nas paredes, de nos deixarem cair e não quererem amparar a nossa queda. Isso não é um amigo. Provavelmente nunca terá sido…
Felizmente, tive amigos que me seguraram. Que, a certa altura, me impediram de cometer uma loucura. Que mantiveram viva a reminiscência de um coração generoso que a certa altura tive e que, mesmo depois de tantos anos, continua a crescer muito lentamente. Desses amigos é que eu preciso.
Dos outros, não preciso de novas…
Este post é para vocês, sem nenhuma ordem em especial, pois os meus amigos são unos: “Baixinha”, “Tyrant”, “Canhi”, “Moby”, “CMoby”, “Johnny”, “CJohnny”, “Ans”, “Li”, “Richie”, “Bé”, “9Run”
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1 Comentário»

  moby wrote @

Espero que o que esteja para vir seja no mínimo tão bom como o pior momento que vivemos em grupo, porque se o ultrapassamos, então ultrapassamos tudo. É disto que a nossa amizade é feita, bons e maus momentos, mas momentos juntos.

Um abraço!


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