O que verdadeiramente me irrita

Num país onde ninguém se governa nem quer ser governado…

O 8 e o 80…

Está a decorrer o processo do “Serial Killer” de Santa Comba Dão, António Costa, no tribunal da Figueira da Foz.

Ontem, à entrada para o edifício, foi brindado com apupos pelas centenas de pessoas atrasadas mentais àvidas por justiça popular. Ouviram-se uns “Assassino”, uns “Cobarde” e uns “Mentiroso”, entremeados com uns “Deviam era soltar-te ali na praça de touros e deixarem-te à nossa mercê, que a gente dizia-te como era”!

Até aqui, menos mal. Compreendo a ânsia de justiça pelos crimes hediondos que, hipoteticamente, terá cometido. Compreendo a vontade de castigar o presumível homicida (se bem que é muito ridículo, clamar justiça através da aplicação de uma mais que provável pena de morte o que, aos olhos da lei, os tornaria tão homicidas como o homicida. A propagar-se desta forma, cedo não teríamos muita gente a habitar este país. Era uma escalada de castigos e mortes atrás de castigos e mortes).

Adiante…
O que eu não compreendo foram os contantes apupos de “Manchaste o nome de Santa Comba Dão!” …
Julguei que esse tinha sido o papel do Maior Português de Sempre… afinal, enganei-me…
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2 comentários»

  Klatuu o embuçado wrote @

De aqui a 50 anos também lhe farão um museu? Tipo o Museu do Assassino Mais Famoso Cá da Terra? 🙂

  pita-cega wrote @

Eh! Eh! Eh! Esta foi mesmo muito boa. Não há dúvida que o povo tem memória curta.


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