O que verdadeiramente me irrita

Num país onde ninguém se governa nem quer ser governado…

Já só falta a braçadeira com a Estrela de David…

Para determinados Juízes, a opinião médica não conta. Mesmo com dois pareceres médicos e imensas contestações por parte dos profissionais de saúde, há que dar razão ao Hotel que despediu um cozinheiro portador do HIV. Dizem que se espalha pelo suor e pelas lágrimas.

Pelo sim pelo não, o colectivo de juizes deu a sentença a mais de 500 metros do dito cozinheiro. Dizem que se espalha pelo ar…
Amanhã, os mesmos juízes (certamente imbuídos do espírito das Juntas Médicas) vão declarar que os mortos não estão mortos… É Cristo nas alturas e o colectivo de Juizes na Terra…

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3 comentários»

  Yashmeen wrote @

Meu querido amigo:

Eu trabalhei numa instalação turística onde havia um rapaz, ex-toxicodependente, que era o lavador oficial de loiça. Ele era do mais cuidadoso que já conheci, mas um dia cortou-se.
Numa sala cheia de crianças, num dia de Agosto movimentado, ele sangrou desalmadamente e foi um problema arranjar alguém que lhe fizesse um curativo, porque ele próprio estava cheio de medo de contagiar alguém. Veio um enfermeiro profissional e aquilo teve que ser tudo desinfectado por ordem dele, fechando o estaminé o resto do dia.
Isto pode ser mania da perseguição; o que é certo é que um cozinheiro trabalha com facas e com objectos cortantes. Não é exactamente a mesma coisa que trabalhar num escritório, onde o risco de cortes é mínimo.
Agora podes crucificar-me por isto, mas não tem nada de nazi. É uma questão de sensatez – há trabalhos que têm, efectivamente, um alto grau de perigosidade para estes doentes e para quem trabalha com eles. Quem nunca se cortou a descascar batatas?
Não deveriam despedi-lo, mas sim colocá-lo em funções em que a segurança dele e dos outros não se visse afectada.

  karlmacx wrote @

Sim, mas não foi sobre isso que o acórdão do Tribunal incidiu.
Por isso a discriminação.
Num país onde a probabilidade de contrair o vírus da Sida é maior num hospital (as palavras Leonor Beleza dizem-te alguma coisa?) do que num restaurante, este acórdão, ao desconsiderar as opiniões de médicos especialistas, abre precedentes. O que impedirá de amanhã, fazerem o mesmo com quem sofre de uma constipação?
Pode cortar-se? Pode! Seria criminoso por não dizer que o fez e colocar em risco outras pessoas. O que o tribunal disse é que ele já é “criminoso”, mesmo antes de algo acontecer.
É profiláctico? Talvez. Mas, acima de tudo, é discriminatório. Hoje é um cozinheiro de um hotel, amanhã é uma mulher da limpeza. É assim que tudo começa…

  Apache negro wrote @

Eu até acho que deveriam ser construidos fornos cromatórios – cromados a dourado que é mais bonito – e meterem-se lá o pessoal com CIDA; com VHS; com Hi-Fi; Comunas de todos os quadrantes ideológicos; gajos do governo; Pretos, Amarelos; Vermelhos (os poucos que ainda existem); Brancos; Companhias Seguiradoras; Bancos; Multinacionais; Petrolíferas, e etc…
Tudo junto, adiciona-se uns tantos sociais-democratas (PS incluído), bate-se bem batido em castelo, polvilha-se com judeus, muçulmanos, ortodoxos e com democratas-cristãos; acende-se o forno e, em lume brando durante 30 minutos, deixa-se tostar, mas sem queimar em demasia.
Ahhh… transmitido pela televisão é mais interessante.


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